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Foto: Rodrigo Di Castro

É HORA DE PASSAR DE ANO

Desafios da Educação para 2021 são grandes, mas professores e alunos encontram, na fé, a força para seguir em frente

Poucos setores foram mais afetados pela pandemia e pelo isolamento social imposto pelos riscos sanitários do que o da educação. Pela primeira vez em décadas, escolas prosseguiram fechadas por quase um ano inteiro, e milhões de alunos não têm certeza sobre quando poderão retornar à vida escolar presencial. O Ministério da Educação, assim como as secretarias estaduais e municipais, ainda não têm elementos suficientes para definir como será o ano letivo de 2021. Nas instituições particulares, o quadro não é melhor: muitas retomaram as atividades de modo ainda precário em 2020.  

O quadro tem gerado incertezas e insegurança em muita gente. Especialistas em educação temem um aumento substancial da evasão escolar. Isso, porque, além da impossibilidade de frequentar regularmente as aulas, muitos estudantes tiveram dificuldades com o modelo de ensino remoto. Some-se a isso a falta de recursos financeiros de diversas famílias para proporcionar internet e equipamentos, como computadores ou tablets aos filhos, e tem-se uma dimensão da complexidade do momento. É o que observa o professor Paulo Jorge Neves, do Rio de Janeiro. Ele leciona do 6º ano do ciclo fundamental até a última série do Ensino Médio, tanto em escola pública como na rede privada, e avalia que o impacto varia de acordo com a classe socioeconômica do aluno. “Na escola particular, conseguimos dar aulas com bom aproveitamento usando plataformas próprias e artifícios de avaliação on-line. Já entre os alunos da rede pública, as dificuldades são maiores”. 

Para o professor Paulo Jorge, recuperar as perdas acadêmicas dos alunos será o grande desafio do ano letivo de 2021 Foto: Arquivo pessoal

Paulo destaca que, independentemente de idade, todos os alunos sofreram abalos emocionais, e isso também deve ser considerado. De acordo com o professor, um dos maiores desafios acadêmicos será compor um currículo sem grandes perdas, resgatando parte do que foi deixado de lado agora e mais o conteúdo normal do ano letivo de 2021. “Há, ainda, a questão da segurança sanitária no ambiente escolar”, acrescenta. Entusiasta de sua missão como educador, ele espera tempos melhores. “Se Deus quiser, teremos uma vacina acessível e, então, poderemos, de maneira gradativa, recobrar o ânimo e voltar àquilo que o brasileiro tem de tão especial, que é o calor humano e o gosto pela proximidade uns dos outros na sala de aula”.

Ajuda divina 

“Foi bem difícil acompanhar as atividades da escola. Algumas vezes, eu não conseguia ter motivação para fazer nada ou não entendia as matérias”, admite Ana Luísa Damascena Petrolorenzo, 13 anos, aluna do 7º ano do Ensino Fundamental. Ela entende que suas queixas são as mesmas de milhões de jovens e crianças: “Sei que está complicado para todos”. Contudo, Ana Luísa contou com uma ajuda que nem os mais dedicados professores seriam capazes de lhe proporcionar – a divina. Para a adolescente, membro da Igreja Internacional da Graça de Deus em São Paulo, a fé foi fundamental. “Sempre que eu me sentia triste ou sem esperanças, Deus me lembrava de que Ele estava comigo e que eu poderia enfrentar qualquer coisa – afinal, o Senhor nunca nos abandona”, diz, convicta. Por isso, ela encara o futuro com ânimo. “Espero que este ano seja diferente. Desejo que todas as escolas voltem ao normal e que o coronavírus vá embora”. 

A adolescente Ana Luísa admite dificuldades de aprendizado, mas diz que o amor de Deus lhe dá confiança Foto: Arquivo pessoal

“É inevitável reconhecer que temos vivido uma situação estressante e traumática. Esse quadro prejudica o estado psicológico de muitos alunos, comprometendo sua capacidade de aprendizado”, observa o estudante de Medicina Alexandre Veronese Araújo, que frequenta o templo sede da IIGD na capital paulista. Ele enfrentou uma situação inusitada em sua trajetória acadêmica: “Assim que houve a paralisação, fiquei quatro meses sem aulas, porque a universidade estava adaptando o curso para ser dado à distância”. Embora tenha um bom suporte na Unifesp, instituição pública que é referência na preparação de médicos, o rapaz precisou se esforçar bastante, ainda mais porque estava no início do curso. “Sem dúvidas, a minha fé em Cristo foi um propulsor para eu não desistir no meio do caminho. É reconfortante conhecer a Palavra de Deus e saber que Ele nos protege”, revela. Alexandre reconhece que as coisas ficaram mais difíceis porque ninguém esperava uma mudança tão radical e repentina. “No entanto, acredito que os meus colegas cristãos, assim como eu, estejam um pouco menos aflitos com tudo isso, justamente por conhecer a Bíblia e crer em suas promessas”. 

Estudante do primeiro ano de Medicina, Alexandre está confiante: “Minha segurança está na Palavra e em suas promessas” Foto: Arquivo pessoal

Para a pedagoga Mayara Lino, tentar criar um panorama em cima do ano de 2020 não é o ideal, uma vez que absolutamente ninguém estava preparado para viver uma pandemia: “Posso afirmar que o ano passado foi desgastante para a educação. Poucas escolas buscaram entender e estudar qual a melhor forma de continuar com as aulas, o que fez com que o desinteresse aumentasse”. Por outro lado, aponta, também foi possível notar que tanto os pais quanto os alunos valorizaram e entenderam a importância da escola e do professor. “As famílias perceberam que ensinar não é tão fácil como muitos dizem, e os alunos entenderam que ter um professor é fundamental para o sucesso de seu aprendizado”. Mayara desenvolve o projeto Irradiar, criado a partir de uma postagem feita na página do Night4Jesus, movimento ligado à Igreja Internacional da Graça de Deus. “Observamos que muito jovens desistiam de estudar devido a dificuldades e falta de incentivo e pensamos em criar algo que, de alguma forma, desse suporte a eles”, explica a educadora. No grupo, são compartilhados materiais fundamentais para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, além de conteúdos e arquivos para melhor organização do tempo para estudar, novidades, troca de experiências em educação e devocionais voltados para estudantes, entre outras coisas. 

A pedagoga Mayara, durante transmissão do projeto Irradiar: “A crise mostrou a importância da escola e do professor” Foto: Arquivo pessoal

A iniciativa tem o apoio da liderança de Juventude. “A Igreja da Graça dá total suporte espiritual para os jovens permanecerem firmes na direção profissional dada por Deus, apoiando projetos, como o Irradiar”, garante Mayara. Já que a escolha da profissão é uma das decisões mais importantes para a moçada, uma atenção especial é dada a essa área: “Nos últimos anos, temos debatido bastante com os jovens sobre termos pessoas de Deus em todas as profissões, uma vez que a nossa missão em comum é pregar o Evangelho a toda criatura”. Como não basta ter fé para se obter as melhores notas, a busca pela excelência é grande. “A dedicação é fundamental para se fazer a diferença, pois pregamos por meio dos atos. Sabemos que a caminhada não é fácil, mas o nosso Deus nos assegura que está conosco, e isso nos motiva e fortalece.”

Foto: Rodrigo Di Castro

“Por fé, e não por vista”

Para quem ama o evangelismo, a expectativa pela normalização das atividades estudantis, em 2021, tem um elemento a mais: a oportunidade de compartilhar a própria fé. “Nossa confiança na retomada é fundamentada nas Escrituras. Não há impossíveis para Deus”, entusiasma-se a universitária Debora Fernandes de Oliveira Lima, estudante do 7º período de Jornalismo. “As coisas vão mudar; as pessoas serão curadas e livres desse vírus”. Debora é líder do Gemstone, ministério desenvolvido pela Juventude da Igreja da Graça em São Paulo. O nome significa Pedra Preciosa, e esses estudantes querem compartilhar justamente aquilo que têm de mais valioso: o amor de Cristo. “Tenho um chamado para pregar a Palavra da salvação a quem não a conhece. Nas escolas e faculdades, há inúmeros jovens com depressão e ansiedade. É gente que se sente sozinha e precisa da paternidade do Senhor”. 

A universitária Debora, durante culto do ministério Gemstone: com Cristo na sala de aula Foto: Arquivo pessoal

O trabalho começou de maneira improvisada há alguns anos. No início, eram simples grupos de cristãos que falavam de Jesus nas escadas e nos pátios das escolas, nos intervalos das aulas. “A galera gostou, e tivemos de encontrar espaços maiores, como as salas”, lembra-se. Hoje, as células de Gemstone estão em diversas instituições de ensino. Uma das ênfases é estimular o evangelismo pessoal, antiga modalidade de anunciar o Evangelho que sempre deu frutos. “Motivamos nossas equipes a falar de Jesus sem acanhamento ou vergonha. Existe um imenso campo missionário em cada estabelecimento de ensino”. Dizendo-se totalmente transformada desde seu encontro com Cristo, a jovem acredita não haver limites ou barreiras para quem crê: “Andamos pela fé, e não por aquilo que vemos”, sentencia.  


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