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1 de novembro de 2020
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O Pr. Leandro Machado na transmissão pela internet: “Em tudo, fomos levados a crescer” - Foto: Divulgação

O Pr. Leandro Machado na transmissão pela internet: “Em tudo, fomos levados a crescer” – Foto: Divulgação

O “NOVO NORMAL” DA FÉ

Ao redor do mundo, a IIGD mantém estratégias bem-sucedidas adotadas durante a pandemia

Como a pandemia de covid-19 é mundial, as soluções encontradas devem ser globalizadas. Em todos os países nos quais mantém templos, a Igreja Internacional da Graça de Deus teve de adotar rígidos protocolos de segurança sanitária, de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades locais, para voltar a receber o público. Porém, nos meses de lockdown, os pastores, obreiros e membros encontraram novas maneiras de continuar a obra de Deus. Agora que várias nações têm praticado a flexibilização progressiva do isolamento social, é hora de voltar à normalidade. Será mesmo? Diante dos excelentes resultados obtidos com os cultos on-line, gabinetes virtuais de aconselhamento, chats de oração e mensagens transmitidas por aplicativos, inúmeras estratégias vieram para ficar. É o “novo normal” da fé. 

As iniciativas variam de lugar para lugar e são adotadas de acordo com a gravidade alcançada pela proliferação da doença. Na Argentina, por exemplo, a suspensão de todas as atividades públicas foi levada a sério. “Os nossos templos ficaram fechados por sete meses, e os pastores só circulavam com autorização, em caso de visita urgente a um membro ou realização de uma cerimônia fúnebre”, aponta o Pr. Anselmo Battistella, responsável pela IIGD no país. “Desse modo, nossas atividades foram moldadas ao uso das tecnologias, como redes sociais, Zoom e WhatsApp”. O templo-sede, na capital Buenos Aires, ficou aberto somente por causa das gravações das transmissões on-line. Apenas recentemente, houve autorização para que as pessoas pudessem orar na igreja de maneira individual. 

Com o Smart Pastor, implantado na Argentina, qualquer pessoa pode ser atendida on-line por um ministro do Evangelho – Foto: Divulgação

Desde o início da quarentena, Battistella e sua equipe traçaram um plano de ação buscando contato frequente com a membresia. “Criamos um grupo de apoio, e cada pastor ou auxiliar ficou responsável por cuidar de cem pessoas, mediante chamadas frequentes, para, dessa maneira, evitar o esfriamento na fé”. Nesse mutirão de aconselhamento e oração, várias necessidades foram detectadas, inclusive no caso de quem havia deixado de beber ou fumar e estava retrocedendo. Outra providência foi adaptar as pessoas, habituadas à comunhão dos cultos presenciais, às celebrações virtuais. Uma atividade emergencial que deve permanecer é o aplicativo Smart Pastor, criado por Battistella, a fim de facilitar a comunicação entre os fiéis e os líderes. “À medida que os cultos e as lives eram introduzidos nas redes sociais, o número de atendimentos cresceu, já que outras pessoas, cristãs ou não, começaram a nos seguir.” 

Anselmo Battistella: a equipe de trabalho da Igreja e os membros se adaptaram ao ambiente virtual – Foto: Divulgação

O aplicativo põe a ovelha em contato direto com o pastor. “Assim, o primeiro ministro do Evangelho que estiver disponível atende. Hoje, já temos quase duas mil pessoas sendo atendidas, de 17 países, e um grupo de 30 pastores no atendimento.” A oferta de serviços espirituais é farta: ao longo do dia, qualquer um pode participar de lives temáticas. “Agora que voltamos à normalidade, será difícil interromper essa rotina”, prevê Battistella. “A Igreja aproveitou para romper barreiras e inovar.”

Membros da IIGD na Flórida: ação social se tornou intensa na crise – Fotos: Divulgação

COMUNHÃO DIRETA

Depois de 80 dias sem cultos presenciais, a Igreja da Graça em Portugal encontrou novas maneiras de interação. O esforço foi no sentido de formatar as reuniões remotas. “O louvor era realizado pelos integrantes do grupo de música na casa deles, e eles nos enviavam esse conteúdo para a abertura dos cultos”, explica o Pr. Leandro Machado, dirigente da Igreja no país. “Os testemunhos, a escolinha de crianças, enfim, toda a equipe de voluntários trabalhou. Foram meses de empenho, com um resultado surpreendente. Mantivemos a IIGD em crescimento”, garante. Entre as iniciativas, as que se destacaram foram as reuniões por meio da plataforma Zoom e uma série com transmissão exclusiva no YouTube, além da Sala de Intercessão, onde uma equipe de oração é mantida on-line com essa finalidade.

“Isso veio para nos levar a um nível maior de crescimento”, destaca o pastor. “Às vezes, somos empurrados, o que assusta no início. Mas, em tudo, fomos levados a crescer. Em pouco menos de três meses, até quem nunca havia utilizado a internet se viu obrigado a aprender. É hora de a Igreja da Graça usar a criatividade para atingir níveis nunca antes imaginados”. É o que pensa, também, o Pr. Glauber Morare, dos Estados Unidos. No país com maior número de mortos pelo novo coronavírus, as relações sociais, a economia e as instituições religiosas foram profundamente afetadas. “Essas demandas nos levaram a um modelo de comunicação direta, como as transmissões dos cultos ao vivo e os atendimentos por ligações e lives”, frisa o líder. “Isso nos aproximou mais das pessoas. Sem dúvida, é algo que precisa permanecer.”

O Pr. Rodrigo, da África do Sul: “Somos capazes de fazer a obra de Deus de novas maneiras” – Foto: Divulgação

Um trabalho de formiguinha foi feito para contatar cada membro e visitante cadastrado. “Optamos por fazer lives pelo Facebook com transmissão simultânea pela Nossa Rádio USA diariamente, com a participação conjunta dos pastores”. E que ninguém pense que, por estar situada em uma nação desenvolvida, a Igreja da Graça nos Estados Unidos não atenda os necessitados de socorro material. A economia norte-americana foi abalada pela crise mundial de saúde, e o desemprego afetou as populações mais vulneráveis, como os latinos. No sul da Flórida, a IIGD, em parceria com a Nossa Rádio, montou o ministério Fé em Ação, que distribui cestas básicas e outros itens – uma atividade que igualmente permanecerá.

OPORTUNIDADES NAS DIFICULDADES

Nas quatro igrejas da IIGD nos Estados Unidos – Somerville, em Massachusetts; Pompano Beach e Miami, na Flórida; e Newark, em New Jersey –, os procedimentos adotados foram os mesmos no que se refere às medidas de segurança. Segundo Glauber, muitos se aproximaram do Evangelho nesse período: “O desafio maior será levar esses indivíduos a congregarem presencialmente e compreenderem a importância disso”. A expectativa desse líder é de que cada avanço seja mantido. “Muitos, inclusive pastores, aprenderam a usar os recursos digitais. Essa evolução fará o Evangelho ser pregado ainda mais.”

Quando as dificuldades são grandes, surgem oportunidades para mudanças. Assim aconteceu com a Igreja da Graça na África do Sul, cujos templos tiveram de permanecer fechados por quase quatro meses. “Esse fato nunca havia acontecido”, avalia o Pr. Rodrigo, líder no país. “Precisamos implantar um novo sistema de ação que não era muito utilizado aqui”. Rodrigo se refere ao uso das redes sociais, algo pouco acessível a muitos sul-africanos: “Para boa parte da população, as tarifas são caras demais”, explica. As lives e as mensagens por WhatsApp, encaminhadas diariamente para milhares de cadastrados, não alcançavam todos. Nas últimas semanas, com a flexibilização das medidas, os templos em Cape Town, Parow, Khayelitsha, Mfulene, Atlantis, Brooklyn e Durban têm recebido um público crescente. 

 Trabalho fundamental das equipes de apoio técnico da IIGD – Foto: Divulgação

Dessa forma, foi preciso recorrer a novas estratégias, como intensificar o evangelismo. Assim, diversas pessoas aceitaram Jesus como Salvador e se integraram à Igreja. “Passamos a receber novas famílias que conheceram o trabalho da IIGD pela internet”, continua o Pr. Rodrigo. “Alcançamos indivíduos de províncias distantes e no exterior, como em Uganda, no Quênia, Zimbábue, Burundi e na Namíbia”, enumera. Com mais pessoas, surgem mais necessidades, as quais aumentaram com as restrições econômicas causadas pela pandemia. A ação social praticada pela Igreja da Graça na África do Sul se intensificou. “Temos feito um trabalho de ajuda humanitária junto a comunidades carentes, e essa atitude tem mobilizado pastores, obreiros e membros”. Para o pastor, tudo o que aconteceu veio para ficar. “Além disso, mostrou-nos que somos capazes de trabalhar de outras maneiras e ser submetidos a difíceis condições. É possível manter a Igreja crescendo”, conclui. 


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